Autor: MILTON JOSÉ NEVES JÚNIOR
"Na atualidade, à míngua de elementos mais positivos de ordem material, nós vos falamos como se fôssemos vítimas de nossos surtos imaginativos, mas dia virá que os homens hão de verificar, com as positividades requeridas, a veracidade de nossas afirmativas." ("Cartas de uma morta", de autoria de Maria João de Deus, psicografia de Francisco Cândido Xavier)
Essa obra psicografada, lançada nos idos de 1910, fazia revelações surpreendentes e audaciosas sobre os aspectos físicos da nossa vizinhança cósmica imediata, que se dizia ambientada no planeta Marte. Na época em que eu era ávido por leituras espiritistas, lembro-me que recebi tais informações com ceticismo e até certo desapontamento, pois nutria enorme respeito pela mediunidade de Chico Xavier, que a toda evidência "se equivocara". É que a ciência do meu tempo de juventude (tal como a de hoje), pelo menos a que é veiculada em noticiários, livros e periódicos, já havia rechaçado qualquer possibilidade de vida em solo marciano, em razão das análises feitas pelas sondas orbitais que alcançaram aquele planeta. E eu tinha uma fé absoluta na ciência, encontrando grande dificuldade em conciliar e aceitar informações tão desencontradas vindas do além. Preferi, portanto, rejeitar o incrível e ficar com a "verdade" até então positivada, embora mantivesse seguramente minha crença nos postulados espíritas, dentre estes a pluralidade dos mundos habitados, só que a considerando como uma possibilidade apenas fora do nosso Sistema Solar. Na literatura espiritista, é abundante o trato do tema em obras como as de Allan Kardec, Camille Flammarion, Emmanuel e André Luiz, só para citar alguns exemplos. Aliás, o espiritismo é a única expressão doutrinária que, desde o seu nascedouro, admite essa hipótese explicitamente.
Acontece que as notícias trazidas pelo espírito da mãe de Chico Xavier, que a intermediou com sua laboriosa mediunidade, pouco a pouco foram encontrando enorme resistência mesmo dentro dos círculos espíritas, por causarem indisfarçável embaraço. A fim de justificar discrepâncias em relação aos dados científicos reunidos ao longo do século, que pareciam ser definitivos no tocante à inexistência de vida em Marte, desenvolveram-se teses de que o livro retratara a realidade espiritual daquele orbe ou vida extraterrena num plano dimensional subjacente. Para quem lê o livro, contudo, não resta a menor dúvida de que a genitora do Chico procurou descrever os aspectos mais tangíveis do solo marciano e da sua suposta gente. Portanto, à luz da ciência, o livro era falho de informação, não mais que uma brilhante ficção.
Com o surgimento da internet, democratizou-se o acesso à informação, e assistimos hoje a possibilidade de contato com fontes alternativas de conhecimento, sendo que qualquer indivíduo pode produzir seu próprio conteúdo e compartilhar experiências pessoais com o grande público. A partir da década de 90, quando a rede mundial de computadores começou a se popularizar por aqui, fatos ocultos começaram a vir à tona, porquanto os filtros tradicionais de informação não eram capazes de acompanhar a rapidez da interação virtual. Revelações têm sido feitas, testemunhos têm sido dados, mas muitas vezes se fazem acompanhar de um ruído de fundo que atrapalha a credibilidade do que é colocado. É inegável, porém, que de modo quase sorrateiro aos olhos da população mundial se desenvolve toda uma estranha fenomenologia, cujas evidências estão, com os avanços tecnológicos atualmente disponíveis, bem ao alcance de quem ousar pesquisá-las.
Não posso dizer que eu era completamente infenso ao tema, pois na pré-adolescência já havia feito a leitura de autores como os descritos acima, dentre outros, que me imbuíram de uma visão bastante otimista - talvez prematura, devido à impossibilidade de demonstração - quanto à natureza de outras civilizações não-humanas, e conhecia a ciência que estudei nos colégios ou via em revistas científicas, que costumavam trazer matérias sobre astronomia e exobiologia. Mas mantive durante anos a minha conclusão, como já disse, de que vida inteligente fora da Terra só mesmo muito longe daqui, o que inviabilizaria qualquer contato.
Ocorre que, desde 2000 e ano após ano, venho tendo uma experiência complexa, sistemática e multifacetada de avistamentos, coletivos e individuais, em diferentes lugares, de objetos no céu sem identificação que serviram como ponto de partida no reexame de todo o meu conjunto de crenças a respeito desse fenômeno. Trago esse segredo há mais de uma década e não me sinto confortável para produzir um depoimento detalhado, que inclusive guarda momentos pessoalmente alarmantes, embora mantendo comigo sempre uma respeitosa distância. Estou convicto, todavia, de que meu escrúpulo em falar não terá razão de ser nos próximos anos, pois o fenômeno se comporta como se estivesse ensaiando, para breve, sua revelação ostensiva ao redor do mundo (as prováveis inteligências envolvidas nesses eventos às vezes sinalizavam de longe, utilizando-se da comunicação visual como ligeiro recurso para me transmitir algumas coisas). Só menciono o fato, porém, para justificar que isso me fez reunir dados empíricos relevantes, que propiciaram elementos detalhados a distinguir, de um ponto de vista estritamente pessoal, o que há de verdadeiro nos relatos de terceiros. Sempre pesquisando o que eu mesmo testemunhara, durante os últimos tempos desatei um novelo de informações surpreendentes pela internet, às quais não teria atribuído nenhum crédito não fossem as condições excepcionais que se me apresentaram. Meu interesse nessa pesquisa se deveu à circunstância de que nunca consegui aceitar fenômenos sem explicação, e tais acontecimentos aguçaram a minha curiosidade (mitigada pelos sustos inesperados) e anseio por respostas satisfatórias (até para saber exatamente a que estava exposto). Mas no terreno do insólito não há possibilidade de manuseamento ou comprovação científica direta, e sim tão-somente espaço para indícios, depoimentos e muita especulação. Por isso mesmo, não escrevo este ensaio com o propósito de convencer ninguém, valendo-me da mesma advertência em epígrafe, extraída do livro psicografado.
Quero esclarecer, ainda, que meus avistamentos não guardam relação alguma com os supostos marcianos citados no livro. Além disso, o meu intuito não é o de fazer uma apologia ao espiritismo ou à mediunidade de Chico Xavier, para que a minha crença não constitua o "ruído de fundo" que cheguei a mencionar em linhas anteriores. Sempre mantive a exata noção de que, a fim de guardar a objetividade, precisamos olhar qualquer assunto primeiramente isentos de nós mesmos. O que pretendi, ao fazer referências à controvertida obra mediúnica, era enaltecer a dúvida que deu lugar à minha antiga e arrogante certeza, em face das mais recentes descobertas sobre a física daquele planeta. Hoje eu não posso falar como outrora, de forma solene, que a vida em Marte é uma falácia, principalmente depois de perceber que a ciência convencional anda a serviço de determinados governos, encobrindo umas tantas coisas por razões políticas e de hegemonia tecnológica, científica e militar, predisposição existente desde os tempos da Guerra Fria. Há todo um cuidado para não despertar o interesse de outras nações, que adormecem na ignorância em relação ao potencial de algumas possíveis descobertas e das resultantes da exopolítica.
Elevei um tanto o meu respeito por algumas informações redimíveis do livro, ao constatar que atualmente os cientistas aventam a possibilidade de existirem canais subterrâneos de água em Marte, com base na análise mais detalhada da sua topografia. Pouco distante, pois, da afirmação de que "Há ali um sistema de canalizações, mas não por obras de engenharia de seus habitantes, e sim por uma determinação natural da topografia do planeta", ou de que "grande parte das águas desse planeta desapareceram nas infiltrações do solo, combinando-se com elementos químicos das rochas, excluindo-se da circulação ordinária do orbe".
Longe do discurso oficial da ciência, muito de mistério já foi levantado com relação ao apelidado planeta vermelho, e isso pode ser encontrado aos borbotões na internet, em vídeos e fotos, embora se deva ter cuidado quanto às bobagens e manipulações existentes. O dado interessante, todavia, é que, ao longo da história, mais da metade dos aparelhos enviados ao planeta fracassaram, sumiram pelo espaço ou tombaram em sua superfície, em número superior a quarenta perdas. Curiosamente, Marte parece resistir à investigação humana. O caso mais célebre, com certeza, é o da sonda espacial russa denominada Phobos 2, que chegou a tirar fotos da superfície marciana onde se percebem formações geométricas equivalentes às nossas cidades vistas do alto a uma longa distância, pouco depois sendo inutilizada por um objeto gigantesco que a desestabilizou no espaço. Mas não vou me alongar na análise de todas as anomalias referentes ao planeta, pois há sítios onde isso é mostrado com mais propriedade e grande apuro científico, a exemplo deste blog AQUI.
Para ser franco, eu nunca havia me rendido a essas evidências que os defensores da vida em Marte insistentemente apontavam, porquanto os artífices do ocultamento eram bastante eficientes em rebater suas análises, com desmentidos lógico-racionais. É preciso compreender que uma descoberta como essa teria múltiplas razões para ser tratada como segredo de estado e negada a plenos pulmões por qualquer governo. Observem, por exemplo, o súbito interesse da China em organizar, nas próximas décadas, missões tripuladas lunares e marcianas, e a angústia que isso anda provocando nas autoridades americanas (o Congresso inclusive fez severas críticas ao desleixo da NASA de findar a experiência dos ônibus espaciais sem ter adiantado nenhum projeto para substituí-los), que já não podem mais bancar com facilidade uma nova disputa espacial.
Os métodos de manipulação da verdade não requerem muito esforço, até porque nossos cérebros são programados biologicamente para ofuscar o que não guarda interesse ao senso comum. Uma amostra contundente desse modo de funcionamento da psiquê humana ocorreu quando Colombo chegou à América, e os indígenas não conseguiam ver as caravelas à distância. Simplesmente eles suprimiam a percepção de tais objetos no horizonte. Foi preciso que o chefe da tribo notasse linhas pouco comuns na água (o rasto da passagem), para que este começasse a perquirir a causa de tal fenômeno, e, com algum esforço, a transferir a imagem das embarcações do seu campo de visão à mente, de maneira gradual. Os demais índios, por fim, só vieram a enxergá-las quando o chefe descrevia aquilo que deveriam estar vendo. Isso porque aquelas naus não eram experiências costumeiras da sua vivência cerebral. É que nem toda informação que vem da luz captada por nossos olhos o cérebro é capaz de registrar. A psicologia fisiológica nos ensina que frequentemente ignoramos os dados da visão periférica e também o que não estamos à procura. E se algum indígena com mais autoridade que o chefe da tribo, digamos um ancião, começasse a admoestá-los no sentido de que tudo não passara de uma ilusão de ótica? A fim de manter a aceitação perante o grupo, imediatamente muitos começariam a duvidar de si mesmos, até suprimindo a memória da experiência inusitada. Portanto, estabelecer a dúvida e manipular o cérebro humano não é tarefa das mais difíceis. Governos fazem isso com maestria.
Convenhamos, a possibilidade de vida marciana é de nenhuma relevância para nós. Desinteressa ao nosso dia-a-dia. Aliás, é até psicologicamente confortável acreditar que não exista nada lá fora. Se um país responsável por essa busca declara a inexistência de indícios, não haveria motivos para a descrença. Confesso que eu tinha esse grau de confiança nos anúncios oficiais, jamais os questionava, até que fui induzido a verificar, diretamente na fonte, o material fotográfico disponibilizado pela própria NASA, a Agência Espacial Norte-Americana, no ano de 2007 (em dezembro de 2006 tive um dos meus avistamentos mais curiosos e significativos, que fez com que eu começasse a me interessar pelos detalhes das missões espaciais em curso; um aparente gesto solidário e de consolo em função de uma perda pessoal que eu acabara de sofrer, o que me imbuiu do sentimento de gratidão misturado a um verdadeiro estado de perplexidade, devido ao novo comportamento interativo desse fenômeno aeroespacial).
Pois bem. Uma foto dentre tantas que foram tiradas pelo veículo-robô Sojourner da missão Mars Pathfinder me deixou surpreso com o mais claro atestado de existência de vida complexa que se tem notícias noutro planeta, equivalente em aparência aos seres multicelulares terrestres, um animal de pequeno porte pluriarticulado. A imagem dessa criatura é de uma nitidez absolutamente inegável, e pode ser conferida no destaque acima, ou acessando o original que se encontra no WEBSITE da NASA (em virtude da sua destinação científica, a foto possui muitos pixels para registrar todos os detalhes do solo marciano; por isso demora a carregar, e é preciso dar um zoom a fim de ampliar a nossa região de interesse, que fica um pouco mais à direita e abaixo do ponto central).
Compelidos pelo Congresso a que fossem mostrados os resultados da missão aos contribuintes americanos, adotando uma postura de transparência e abertura de dados, logo os articuladores da mentira procuraram arrumar a desculpa mais absurda do mundo para o detalhe comprometedor, um verdadeiro acinte às inteligências: de que o objeto, na verdade, era uma parte avariada do seu equipamento, que teria caído à distância e restado imóvel. Ainda que as fotos sequenciais revelassem que este ser provavelmente se ocultou dentro da terra (à maneira da cobra Cerastes que vive nos desertos ao norte da África), dando pleno sumiço ao suposto "artefato humano", não mais sendo observado naquele mesmo ponto. E o olhar superficial e destreinado do grande público acreditou de bom grado no que diziam. Na verdade, pelo que me consta, a evidência nem chegou a ser veiculada na imprensa americana, usuários da internet é que cuidaram de alardeá-la em blogs e sites. Depois desse episódio, passei a ver a especulação em torno da probabilidade de existir simples vida bacteriana em solo marciano como óbvia tentativa de despistamento.
Mas ando falando de Marte numa tentativa de tergiversar aquilo que, de fato, gostaria de dizer. E selei comigo mesmo um compromisso de não arriscar nova incursão sobre esses temas incomuns, pelo menos até que eventos em massa comecem a corroborar minhas primeiras notícias. Acredito, porém, que caiba um breve alerta às autoridades brasileiras, que em termos de política espacial vivenciam uma espécie de velada subordinação a interesses de outras nações.
É que, a partir da redemocratização, o Brasil passou a se ressentir da ausência de uma figura central militar, antes representado pelo Presidente da República escolhido dentre os Generais, sendo que, mesmo assim, cada Arma mantinha seu próprio Ministério. Ao ser eleito, Fernando Henrique Cardoso tentou mudar essa situação, criando o Ministério da Defesa e transformando os da Marinha, do Exército e da Aeronáutica em Comandos a este atrelados. Porém, custou a haver uma efetiva consolidação dessa nova autoridade ministerial, devido à renitente e antiga tradição, no Brasil, de autonomia e independência de cada Arma. Durante muito tempo, essa multiplicidade de instâncias militares possibilitou um intercâmbio pouco monitorado de oficiais brasileiros com seus pares estrangeiros, por meio de cursos que lhes eram estrategicamente oferecidos aqui e no exterior, o que pode ter levado ao desenvolvimento de relações num nível mais pessoal, bem como a certas inconfidências pontuais, na falta de uma ordem específica de sigilo quanto a fatos insólitos (aproximações de objetos estranhos ocorrem com frequência em áreas militares, mesmo no Brasil). Aliando-se tudo isso à circunstância de que nunca se teve um protocolo rigoroso emitido por um órgão especialmente criado para tratar de fenômenos anômalos que pudessem comprometer a segurança nacional, é de se supor que os militares brasileiros se viam tentados a requisitar o know-how dos nossos aliados para lidar com as situações extraordinárias de aparente risco, à míngua de uma política de estado estabelecida. O vazamento de dados diplomáticos provocado pelo Wikileaks expõe um pouco dessa conjuntura, de que determinado país mantinha a atenção focada no ministro Nelson Jobim enquanto este participava do governo, considerando-o como o primeiro nome forte da pasta brasileira da Defesa e a personalidade a ser trabalhada em prol dos interesses externos, atenção que antes era provavelmente distribuída entre os militares de maior patente.
Se esse tipo de exposição militar aconteceu ou acontece, acabará envolvendo o nosso país numa trama bastante intrincada, unindo-o à sorte de outras nações quanto a escolhas difíceis no tocante a uma presença adiantadíssima em comparação com a tecnologia humana. Estaríamos tomando emprestado o cartão de visitas de culturas historicamente voltadas ao conflito e à beligerância, que esquecem facilmente o bom senso ao tentarem, a todo custo, tirar proveito material das situações, alimentando desejos pueris de supremacia. E que, a par e passo, operam de modo a inviabilizar o desenvolvimento do programa espacial brasileiro, que nos garantiria uma autonomia de ações, outro dado relevante que se tornou exposto com o estrago útil provocado pelo Wikileaks. O Brasil poderia estar, sob o ângulo da exopolítica, por influência de governos estrangeiros, inconscientemente ferindo a sua tradição de neutralidade, de diálogo e fins pacíficos.
Pelo quebra-cabeça que montei com a leitura que fiz das minhas próprias experiências, posso dizer que essa é uma situação seriíssima e digna de absoluta revisão. Comporta ainda algumas extrapolações de acordo com o que pude apurar a partir da internet a respeito dos símbolos que me foram mostrados à distância, em meados de 2010, por manifestações inteligentes no céu, numa atitude claramente intencional destas. Digo, só de passagem, não querendo entrar em maiores detalhes, que há indícios de que o nosso planeta é hoje espaço compartilhado por forças descomunais com agendas algumas vezes conflitantes, que em termos comparativos fazem a antiga Guerra Fria entre países parecer simples mexerico de comadres. É preciso, portanto, um grau de sensatez imensa para lidar com essa nova, enigmática e expandida Terra, além de uma diplomacia estudadamente vagarosa, voltada para os caminhos da paz e da concórdia. E não agir como nossos aliados, que há décadas resolveram escancarar suas portas para potestades até então desconhecidas, ansiando pelo recebimento de benesses tecnológicas equivalentes a espelhos dados aos índios, e ainda assim alimentam forte tensão e desconfiança contra o braço mais poderoso desses tratados ocultos. Mas o Brasil não consegue sequer obter uma imagem refletida desses espelhos, devido à atuação subordinada e entreguista, na aparência, do nosso establishment.
Sei que tudo isso será considerado muito risível por estas bandas, resultando num total desinteresse na análise dessas questões. Aliás, permanecer na ignorância é um traço característico dos povos manipuláveis. Mas rezo, pelo menos, para que o Brasil nunca venha a agir às cegas e precipitadamente, comprando conflitos alheios devido a um prévio temor do desconhecido, e que o nosso governo se dê conta, em algum momento, de que foi dado início a uma nova corrida mundial em busca de informações, na qual alguns países, antes também desinteressados, largaram em nossa dianteira, criando comissões formadas por militares, cientistas e outras autoridades, para colheita de dados e estudo detalhado do multicitado fenômeno. Lá fora o assunto é tratado com a seriedade merecida, nada é descartado por antecipação.
Outro aspecto que sinto a necessidade de frisar é que o conceito de "Terra expandida" que utilizei se revela bastante apropriado quanto a uma realidade com a qual ainda não nos deparamos em toda sua extensão. Aqueles que dizem que essas manifestações inteligentes não são extraterrenas têm certa razão, pois há muito elas já podem ser consideradas legítimas expressões do nosso planeta, talvez até a mais representativa. A Terra é tida como uma formidável jóia celeste por vários motivos. De mais relevante, só a força gravitacional de Júpiter e a proximidade da nossa lua são ótimos anteparos contra os asteróides mais perigosos (evidências de um ou outro impacto catastrófico por aqui estão datadas de milhões de anos), além do que os 75% de cobertura de água formam uma robusta capa líquida protetora do fundo oceânico (onde há seculares relatos de grande taxa de ocupação por essas entidades naturalizadas terrestres e seus descendentes). Mesmo o desenvolvimento da vida pôde se estender, no passado remoto, com tranquilidade para a superfície terrena, tornando-a abundante e exuberante. Noutros orbes dá-se de modo diferente, a vida é obrigada a se adaptar às condições mais difíceis e a enfrentar graves perigos espaciais, em geral buscando a proteção dos subsolos e acelerando o espírito de engenhosidade das formas vivas superiores. Podemos depreender de tudo isso que o ser humano não passa de um inquilino barulhento do andar de cima, orgulhoso pelo fato de ocupar o apartamento da cobertura com teto solar, mas de área tão reduzida, e que acredita poder agir livremente agredindo as condições de moradia do seu edifício planetário sem se preocupar com outros seres vivos.
Olhando assim, passamos a refletir sobre essa presença inteligente com um enfoque mais comunitário, o que nos estimula a humildade de buscar uma harmonização dos interesses e a cooperação proveitosa para ambos os lados. Embora estejamos muito defasados no quesito da fraternidade humana, logo seremos convidados a pensar em termos de fraternidade universal. Mas a minha maior preocupação são a xenofobia e os motivos torpes que já levaram outros governos a provocarem incidentes preocupantes, a exemplo de tentar capturar tecnologia avançada bombardeando-a feito um alvo, o que esperamos nunca seja interpretado como ato hostil avalizado pela humanidade inteira. Dentre tantos motivos que justificam o fato de essa aproximação não ter ainda ocorrido abertamente.
Encerro aqui meus comentários, salientando que não tenho palavras que possam preparar o hipotético leitor para um imaginável choque cultural de tais proporções, no futuro. Meu desejo de paz para as mentes e os corações recomenda, enquanto possível, que estas palavras sejam recebidas pelas almas mais sensíveis, de forma benfazeja, a título de surtos imaginativos, tal como consta da advertência que abre este texto. Entendo perfeitamente que a ignorância sobre determinadas questões, às vezes, representa uma grande benção em nossas vidas.

1 comentários:
Entre o Céu e a Terra há coisas que jamais possamos imaginar. O ser humano não está na terra somente para enfeita-la. Acho que cada um tem de cumprir sua missão. Por aqui a passagem é rápida, morremos e tudo continua - ficamos envoltos aos nossos atos. A verdadeira essência do homem é o espírito que jamais morrerá. Abração.
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