Bom… Com a versão definitiva, acredito que não haverá mais dificuldades para leitura ou gravação desta poesia, não é? Sujeitei-a a alterações mínimas. As EXPRESSÕES ANTERIORES EM FRANCÊS objetivavam apenas reforçar a ideia de plagas visitadas, mas hoje eu dispensaria essa mistura de línguas nos meus textos. Obra imatura e arrebatada da minha adolescência.
Autor: MILTON JOSÉ NEVES JÚNIOR
Quantas eras esquecidas nos separam?
Em qual dessas plagas chorei ao te desertar?
Perto de mim tudo parece estranho.
Longo é o caminho por te reencontrar.
É Natal. As horas estalam luzes que há no mundo,
Em versões multicores.
Segue o veleiro, rico moribundo,
À sombra de todos os amores.
Voa na imensidão, atravessando o vazio.
Anos infindáveis em busca secular…
Caprichos de Cronos que mal sei computar
E que provocam de solidão um enorme arrepio.
Mas se do coração emergem novas vontades,
Como não ceder à deliciosa brisa da manhã?
Sinto, minha amada, a tua terna presença…
E o ar já é teu perfume nesse meu afã.
Rebobinai, eras! Trazei-a de volta,
Pausando a aurora de agora pelo restante dia.
Deixai-me rememorar os tempos da ousadia,
Enquanto há sobras da noite e uma cálida lua.
Ouve a maré, ó adorável e seminua!
Tamborilando no casco a melodia triunfante.
Quero-te agora, neste momento excitante,
No convés do teu corpo banhado de fino aroma.
Abrindo as velas,
Envolves-me.
Singrando os mares,
Possuo-te.
Aquele anjo esculpido à proa,
Delineado por minhas lembranças,
Manteve sempre a resoluta esperança
Do encontro com a tua gêmea imagem.
Amor na forma tua,
Sentimento em busca da perfeição,
Meu presente de Deus,
Minha procura finda,
Tesouro dos séculos,
Princesa dos meus áureos sonhos.
Que hora feliz! É bom rever-te.
Olha quão poucas jardas faltam para o porto.
Saudações de um intrépido navegante,
Que sobreviveu sem ti,
Muito embora morto.
Vida minha!
Que retomo agora em longos haustos.
Continuas como sempre linda!
Quero enlaçar-te com urgência nos meus braços.
É mesmo Natal? Perdoa este pobre desorientado
Que desbravou vidas, terras e línguas estranhas.
Então dá a tua boca e vem cear beijos comigo,
Deitada em meu ombro ao encosto da cama.
Oremos de paixão, enquanto a multidão festeja,
Agradecendo o nosso encontro pela eternidade.
És-me e sou-te! Unidos estamos.
Amo a ti... Ah, quanta saudade!
Deus! Abençoai esta loucura sincera.
Que as luzes do Natal reconfortem o coração de minha amada.
Que sejam para ela meu zelo e pensamentos,
Atando nossos desejos nesta longa jornada...
Da vida.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
PAIXÃO NATALINA (versão definitiva)
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